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Encontro encerrou especulação de ampliação da segunda pista, e começou terceira

Classe empresarial, minutos antes de assinatura de termo de cooperação no Aeroporto Afonso Pena, lamentava a possibilidade de um simples prolongamento

06/02/2010 07:02


Classe empresarial, minutos antes de assinatura de termo de cooperação no Aeroporto Afonso Pena, lamentava a possibilidade de um simples prolongamento

Na última sexta-feira (05), pela manhã, no Aeroporto Inter nacional Afonso Pena, foi assinado termo de cooperação técnica para construção da terceira pista, com mais de 3 mil metros, que beneficiará principalmente o setor de cargas, onde os aviões poderão decolar com 100% de capacidade pelo maior espaço de asfalto. O evento, que teve representantes do poder público, como o ministro do Planejamento e Desenvolvimento, Paulo Bernardo; da Infraero, representada pelo presidente Murilo Marques Barboza, do governo do Estado, com o vice-governador Orlando Pessuti, e o prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues; encerrou as especulações de que o projeto de uma nova pista seria apenas a ampliação da via de maior tamanho, que possui 2.215 mil metros.

Em junho de 2008, o ministro Paulo Bernardo enfatizou que o único projeto à época era a ampliação da segunda pista. A escolha de Curitiba, em maio de 2009, como uma das sedes da Copa 2014, começou a mudar o assunto. Em novembro de 2009, a Infraero não incluiu a obra entre as reformas de aeroportos para a Copa 2014. Mas em dezembro, o ministro Bernardo anunciou que, mesmo os recursos de R$ 69 milhões aprovados para o Afonso Pena, não contemplarem a terceira pista, os aportes viriam em um outro projeto.

No mês de janeiro, nos bastidores políticos e empresariais do Estado, alguns nomes de peso começavam a duvidar da construção da terceira pista, e se referir à iniciativa como a construção de uma nova pista, uma forma de dar um tom mais moderno à ampliação da segunda via.

Antes do encontro no aeroporto, a Federação das Indústria do Paraná (Fiep) distribuiu comunicado intitulado “Indústria defende terceira pista para melhorar competitividade”. O presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, enfatizava o tema, e comentou para o PautaSJP.com sobre a possível medida de remediação. “Trata-se de um plano, não somente de novas obras e vias de decolagem, mas para melhorar a estrutura do aeroporto como um todo. Nós defendemos a construção da terceira pista, mas o que é importante é que as melhorias aconteçam, mesmo que seja a ampliação da segunda, para colocar toda a região metropolitana em um novo nível mundial”, disse Rocha Loures.


Desapropriações
Estimativas iniciais dos governos envolvidos apontam que o projeto concluído pode chegar a R$ 135 milhões. O dinheiro, segundo o ministro Paulo Bernardo, poderá fazer parte do chamado PAC-2. Quanto as desapropriações, segundo o superintendente da Infraero, Antonio Palú, é cedo para falar. “A questão de quantas moradias teriam que ser desapropriadas e quais não precisariam só traria especulações. Vamos esperar o estudo técnico para um comunicado real”, fala o superintendente.

Para o prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues, trata-se de um grande avanço para o município e o Sul do Brasil, e a desapropriação seria pequena. “Teremos mais aviões de carga em voos internacionais. Existem alguns pontos onde haverá desapropriação, mas sem maiores dificuldades. Imagino entre 100 a 200 famílias a serem desapropriadas”, diz o prefeito.


Anúncio demorou 26 anos
O anúncio de construção de uma terceira pista demorou 26 anos. “Em 1984, já falávamos da necessidade de uma terceira via de pousos e decolagens, mas existem apenas duas pistas de aeroporto regional”, lembra o diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar) e coordenador do Grupo de Trabalho do Aeroporto Afonso Pena, Valmor Weiss.

O encontro ainda contou com dezenas de políticos e representantes da classe empresarial, como o presidente da Federação do Comércio do Paraná (Fecomercio), Darci Piana; o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures; a presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Avani Slomp; o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Ardisson Akel; e o presidente da Associação Comercial de São José dos Pinhais (Aciap), Ernesto Wiens.

[PautaSJP.com]



Antes da solenidade, o prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues, comentou que o número de desapropriações seria estimado entre 100 e 200 famílias

O presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, considerava a segunda pista como algo possível, mas lamentável

O coordenador do Grupo de Trabalho do Aeroporto Afonso Pena, Valmor Weiss

O superintendente da Infraero, Antonio Palú. "É cedo para falar em desapropriação"






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Marcos Rosa Filho Jornalista Mtb3860/15/50 São José dos Pinhais/PR. Direitos reservados.
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