Sociedade são-joseense pede solução definitiva para a Delegacia Central 25-Mar-13

Subseção SJP da OAB-PR, Conseg, Associação Comercial, entre outras entidades, querem do governo do Estado encerramento das atividades

Paulo Mendez, presidente do Conseg São José dos Pinhais [Fotos PautaSJP.com]

Há mais de 20 anos, a Delegacia Central de São José dos Pinhais, na Rua Norberto de Brito, convive com a comunidade em clima de briga de vizinhos. O motivo é que a demanda dos serviços da Polícia Civil cresceu muito e não há mais espaço para atendimento à população. O trânsito para que carros saiam em diligências atrapalha as ocorrências e a maior queixa dos moradores é o medo. Por causa da superlotação na carceragem, já ocorreram várias fugas, acompanhadas de disparos de arma de fogo pelos policiais. Entidades de classe, como a Subseção São José dos Pinhais da OAB-PR, Associação Comercial (Aciap) e Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), pedem uma solução definitiva, incluindo a saída da carceragem e de todo o complexo.

Em outubro de 2011, o delegado-geral adjunto da Divisão Metropolitana da Capital da Polícia Civil, Alfredo Dib Junior, comunicou que para 2012 o departamento tinha agendada a construção em São José dos Pinhais, em local ainda a ser escolhido, de um prédio padrão 3.

“O padrão 3 é o mais completo dos três padrões que o Estado está destinando aos municípios, sendo o de maior capacidade operacional, com várias salas, incluindo instalações em que as vítimas não encontram os detidos”, disse o delegado Alfredo Dib, na época.

Ano passado, o atendimento da delegacia foi ampliado para a casa ao lado, mas os problemas de superlotação e fugas de detidos continuaram. Outras queixas são as calçadas cheias de veículos recuperados. Os caminhões guincho, incluindo da Polícia Militar, deixam os veículos em cima do acesso de pedestres por várias semanas, até que proprietários ou as empresas seguradoras retirem o que foi recuperado.

“Os problemas só aumentaram. Antigamente, o pedido principal era o encerramento da carceragem, mas com o tempo a população também foi se queixando dos carros em cima das calçadas. Nós tivemos uma reunião, recentemente, com a secretária de Estado da Justiça, Maria Tereza Gomes, que se prontificou a tratar com a Prefeitura sobre uma permuta de terreno. Uma das ideias é que a Prefeitura fique com a área do Estado onde se encontra a delegacia em troca de um terreno para a construção da carceragem, próxima do Centro de Detenção Provisória de São José dos Pinhais, no bairro Guatupê”, conta Paulo Mendez, presidente do Conseg São José dos Pinhais.

“Nós falamos para a secretária, que em 2005, a Polícia Civil chamou representantes da sociedade para a apresentação das reformas da delegacia e que a carceragem seria apenas um local para deter poucas pessoas. Este pequeno espaço muitas vezes chegou a abrigar mais de 100 detidos”, lembra o vice-presidente da Subseção São José dos Pinhais da OAB-PR, Jaiderson Rivarola. A Subseção acompanhou diversos casos de rebeliões que aconteceram na delegacia.

O vice-presidente da Aciap, Luiz Cesar Schlipake, diz que a associação pode ajudar na negociação entre Estado e Prefeitura. "Pedimos para que empresas façam uma avaliação, por alto, do valor do terreno da delegacia de forma que esta troca de áreas tenha uma referência de mercado", aponta Cesar Schlipake.

A próxima ação é a conclusão de lista com milhares de assinaturas pedindo a saída da delegacia. A relação será apresentada para a Prefeitura, Câmara Municipal e a Secretária de Estado da Justiça. O PautaSJP.com fará nas próximas semanas outras matérias sobre a reivindicação.

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